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eSOCIAL.

 

Empresas de todos os setores terão de se adaptar a uma nova forma de prestação das contas de seus funcionários. A partir de 2017, a Receita Federal receberá todos os dados relacionados aos empregados de forma digital. Todos os dados e prestação de contas passarão a constar de uma única plataforma digital.

Depois da contabilidade e dos impostos, agora é a vez das informações trabalhistas. Trata-se da fase social da adequação das empresas ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Todos os dados passarão a constar de uma única plataforma digital: desde as folhas de pagamento até os prontuários de medicina laboral, passando pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre outros.

Faltando menos de seis meses, empresas enfrentarão o desafio de recolher todas as informações necessárias para a adequação ao novo procedimento. Serão 44 eventos relativos a cada funcionário, que incluem registros de férias, folha de pagamento, pagamento de obrigações, entre outros. Enquanto o sistema não entra oficialmente no ar, será necessário recolher e reorganizar as informações de cada empregado.

Outra dificuldade que as empresas encontrarão será o prazo de envio. Todos os eventos deverão ser enviados à Receita no mesmo dia. Os dados a serem enviados continuam sendo os mesmos, o que muda é o tempo e a forma como serão enviados.


Novos direitos.

 

A partir da regulamentação da Emenda Constitucional n° 72, serão disponibilizadas novas funcionalidades para permitir ao empregador o cumprimento de suas obrigações. Uma nova sistemática será adotada para o recolhimento da contribuição previdenciária, do FGTS e do Imposto de Renda Retido na Fonte viabilizada através de um documento de arrecadação unificado.

Todos os valores a serem recolhidos serão calculados automaticamente com base nas informações fornecidas pelo empregador e gerado o documento unificado de arrecadação do empregador doméstico.

O setor de franchising.

 

FRANCHISING CRESCE 16,2% EM 2012

 

Faturamento das 2.426 marcas de franquias brasileiras atinge R$103,3 bilhões

 

Diferente do que ocorreu com a economia brasileira em 2012 – que cresceu apenas 0,9% - o setor de franquias manteve o ritmo de crescimento intenso e encerrou o ano passado com aumento de 16,2% no faturamento. Ao todo, as redes movimentaram R$103,3 bilhões, frente aos mais de R$88,8 bilhões de 2011. O número de marcas brasileiras que entraram no segmento influenciou o crescimento. Hoje, o Brasil conta com 2.426 redes, frente às 2.031 de 2011, um aumento de 19,4%. O número de lojas entre franqueadas e próprias também cresceu ao passar de 93.098 para 104.543.

 

Com esses números, o Brasil vem se consolidando no mercado mundial de franquias. Um dos maiores mercados do segmento, o norte-americano, encerrou 2012 com crescimento de 5,2% no faturamento, que alcançou U$39 bilhões. A entrada de novos players no setor, brasileiros e estrangeiros, o aumento da massa salarial e o crescimento da nova classe média estão entre os principais fatores que influenciaram o desempenho do setor, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo.

 

“Esses fatores têm beneficiado principalmente as áreas de serviços e varejo, sobretudo de alimentos. E uma vez tivemos uma explosão no número de redes e isso está trazendo muitas unidades para o setor. Outro fator é o aumento da renda no interior do País, que abre possibilidades para as empresas”, afirma.

 

O crescimento do franchising tem impulsionado também a criação de empregos. No ano passado, o setor gerou 103 mil novos postos de trabalho. Ao todo, 941 mil pessoas trabalham no setor, contra as 838 mil de 2011 – um crescimento de 12,3%.

 

Fonte: ABF.